“BRINCAR É VIVER”

A importância do brincar e o significado simbólico do brinquedo

 
O nascimento do bebê é um momento mágico e cheio de encantos e novidades. Nasce também uma mãe, um pai, uma família! Mas, você já parou para pensar que ao nascer, a criança sai de um ambiente quentinho, escuro e protegido para adentrar um universo completamente novo onde ela terá que aprender tudo ao seu redor? Assim, ela inicia uma verdadeira maratona de aprendizados, a começar pelas coisas mais elementares como respirar, se alimentar, levantar a cabeça, sentar, ficar de pé e andar. Tudo isso será uma grande aventura e em nenhuma outra fase da vida o ser humano irá treinar mais como nos seus primeiros sete anos.

Desde os primeiros meses a criança experimenta através do seu corpo as novidades da vida fora do útero. O bebê bate as perninhas, coloca objetos na boca e quando consegue sentar-se, joga objetos no chão enquanto o seu cuidador cansa de pegar, devolver-lhe e vê-lo jogar novamente, inúmeras vezes! Mas, é assim que ela vivencia o confronto com a força da gravidade, não no nível do pensamento, mas como vivência. Esse aprendizado será indispensável para que a crinça consiga colocar-se de pé e depois andar. É assim que irá apreender sobre o mundo ao seu redor – brincando, vivendo!

Elas são curiosas e querem saber tudo! Perguntam, imitam, pegam, cheiram, colocam na boca para sentir e interiorizar. Daí a famosa frase: "A criança vê com a boca!". No brincar, a criança está inteira, explorando todos os seus sentidos, estabelecendo assim, relações com o seu ambiente, os seus semelhantes e consigo mesma.

Se a criança brinca para conhecer o mundo, o brinquedo tem uma função que vai além do simples objetivo de entreter. Ele está intrinsecamente relacionado ao desenvolvimento dos sentidos, daí a importância do material de que é feito. O plástico, por exemplo, é um produto sintético que não encontramos na natureza. É frio, liso e não exala uma diversidade de cheiros, por isso não desperta os órgãos do sentido como os brinquedos que são confeccionados com materia prima natural e apresentam uma multiplicidade de estímulos sensoriais.

Neste exercício de tentar entender a vida, a criança imita não só as relações da natureza, mas também os hábitos e atitudes dos adultos a sua volta em relação ao meio ambiente. Cabe então a reflexão sobre a responsabilidade do adulto em conduzir esse processo sabendo que são verdadeiros espelhos para os pequenos.